O jornalismo regional acaba de atingir o ápice da diversificação de negócios. Tem gente que expande para o digital, tem gente que aposta em podcast, mas o nosso querido barão da imprensa local resolveu inovar no agronegócio de estufa. A polícia bateu num endereço que não tinha nada de tradicional, a não ser a fumaça de um laboratório botânico de alta precisão, focado no cultivo da mais pura e aromática erva da paz de espírito. A notícia que caiu como uma bomba nas redações locais.Quando a casa caiu e o cheiro de mato subiu, o nobre jardineiro aplicou o clássico golpe do "cinco patinhos foram passear além da montanha" e sumiu do mapa. Passou uma temporada fazendo turismo clandestino, achando que estava apenas curtindo uma colônia de férias na praia em Santa Catarina. Mas a turnê do esconde-esconde acabou: os homens da lei acharam o esconderijo e estacionou a sua nave. Mas não foi no Projac, foi direto no xilindró em Santa Catarina.
O mais irônico dessa história toda é a tradição que ficou para trás. Enquanto as origens mandavam trabalhar com material impresso, o herdeiro resolveu se especializar no prensado.
"Achava que o menino rodar impresso, não prensado!"
A nave da Xuxa aterrissou sem direito a beijinho no ombro, o estoque verde foi confiscado e agora o homem vai ter tempo de sobra para refletir sobre botânica avançada atrás das grades. É aquilo: quem planta colhe, mas às vezes a colheita vem com direito a algema e passagem só de ida pro xilindró. Como diz um amigo meu.