Crime aconteceu na manhã desta sexta-feira na Avenida Joubert de Carvalho. Investigação aponta possível ligação com agiotagem.
O final de semana chegou cobrando um preço alto e com juros de sangue na Cidade Canção. Nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (19), a Avenida Joubert de Carvalho, no coração de Maringá, virou palco de um faroeste covarde. Um jovem foi executado a tiros antes mesmo do comércio abrir as portas.
O rapaz estava ali, sentado na calçada, aguardando o patrão abrir a empresa para começar a peleja do dia a dia. Aquele momento sagrado do trabalhador. Mas o expediente dele foi encerrado de forma brutal e sem aviso prévio.
Como vocês podem ver nas imagens exclusivas que chegaram à nossa redação, não houve chance de defesa. A covardia chegou a bordo de um Fiat Mobi. O carro encostou e um dos criminosos — vestido de preto e com um tênis branco brilhando, num contraste bizarro com a sujeira do crime que estava prestes a cometer — desceu já sentando o dedo no gatilho e efetuando diversos disparos. O socorro até chegou, mas o coração do trabalhador já tinha parado ali mesmo, no asfalto frio da avenida.
O troco do Estado veio a jato
Se os criminosos acharam que iam tomar um pingado na padaria e comemorar a impunidade logo depois do serviço sujo, erraram feio. O sangue da vítima não tinha nem secado na calçada e as forças de segurança já estavam na cola. O cerco se fechou com rapidez impressionante e três suspeitos foram enjaulados em tempo recorde.
E o que motiva uma brutalidade dessas em plena luz do dia no centro da cidade? O cheiro que sobe dessa história é o da agiotagem. Aquele perigoso submundo do dinheiro fácil que não manda aviso de cobrança no Serasa, manda chumbo.
O trio achou que ia fazer a própria lei no meio da rua, mas esqueceu que por aqui a polícia não tem paciência pra cobrador que usa revólver no lugar de calculadora. Agora, os três vão ter bastante tempo atrás das grades para calcular as taxas e os juros dessa brincadeira.
É o que eu sempre digo, meus amigos: a justiça divina tarda, mas não falha; e a dos homens, quando quer trabalhar, chega com a sirene ligada e metendo o pé na porta!
Fonte/Créditos: Plantão Maringá
Créditos (Imagem de capa): Alex Padre
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